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Sheila Araujo – Psicanalista

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Formação e Trajetória

A Psicanálise é um processo contínuo de aprendizado, o analista está em constante formação, nunca suspende sua busca pelo conhecimento. Estou em formação continuada pela Escola de Psicanálise de Curitiba (EPC), instituição dedicada à transmissão da psicanálise a partir do tripé clássico: estudo teórico, análise pessoal e supervisão. É esse tripé — não apenas a leitura teórica — que sustenta uma prática psicanalítica responsável, e é nele que meu trabalho se apoia.

Antes de chegar à psicanálise, formei-me em Educação Física e construí, ao longo de mais de vinte anos, um percurso sólido em trabalho corporal: atendendo em ambiente terapêutico como técnica em Massoterapia Clínica. Também tenho formação e aprofundamento em Yoga, diversos cursos e estudos de Biomecânica do Movimento, Consciência Respiratória Postural e práticas de meditação de escolas clássicas ao contemporâneo. Esse percurso não é um apêndice do meu trabalho atual — é a razão pela qual não consigo pensar o psiquismo dissociado do corpo que o sustenta.

A base do meu trabalho clínico é a psicanálise freudiana e seus desdobramentos: Freud, no fundamento da noção de inconsciente, recalque e formação sintomática; Lacan, na atenção rigorosa à linguagem e ao sujeito dividido; Melanie Klein e Winnicott, no que ensinam sobre os primeiros vínculos, o holding e a constituição do eu; Françoise Dolto, na atenção à imagem inconsciente do corpo — conceito que, para mim, já antecipa a ponte entre psicanálise e experiência corporal que sustento na prática.

Essa ponte também dialoga, sem se confundir, com autores da psicologia corporal — Wilhelm Reich e sua noção de couraça muscular, Alexander Lowen e a bioenergética — que me ajudaram a entender, ainda antes da formação psicanalítica propriamente dita, que aquilo que não se elabora psiquicamente se inscreve como tensão, postura, sintoma físico. Não trato esses autores como parte do cânone psicanalítico — não são —, mas como um campo de pensamento que me permite escutar o corpo do paciente com mais rigor do que a psicanálise, sozinha, costuma ensinar a fazer.

No presente, acompanho a produção de psicanalistas brasileiros contemporâneos — Christian Dunker e Vera Iaconelli, entre outros — como forma de manter a escuta clínica em diálogo com o tempo em que vivemos, sem abrir mão do rigor da tradição freudiana.

O que este trabalho não é:

Dentro da Psicanálise não se oferece conselhos práticos, técnicas de produtividade ou fórmulas de autoajuda. Não se promete resultado em prazo determinado — quem promete isso em psicanálise está, no mínimo, sendo impreciso sobre a natureza do processo. O trabalho analítico não é linear: avança, recua, encontra resistência, e é justamente no atravessamento dessa resistência que algo do sujeito se transforma — que este espaço se constrói.

“As palavras eram, originalmente feitiços, e ainda hoje, retém muito do seu antigo poder mágico. (Freud)

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